A Cerveja Do Guerreiro
A Melhor Cerveja Artesanal Aveirense

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História da Mediaevalis - O Néctar do Guerreiro

Eis a história do Néctar do Guerreiro em terras Lusas!

Decorria o ano de 1471. Santa Joana, Princesa de Portugal, era regente do reino, pois seu pai, Afonso V de Portugal, o Africano e o seu irmão João II de Portugal, o Príncipe Perfeito, estavam em expedição a Arzila, no norte de África.

As práticas sanitárias eram muito más naquele tempo, pelo que se tornava pouco seguro beber água. Temendo pela saúde dos seus súbditos, a Santa Princesa mandou chamar o Monge Alexander do Mosteiro de Jesus de Aveiro. Ela sabia que tinha estado longos anos no convento de Weihenstephan na Alemanha, onde desde os mais antigos tempos se produzia um néctar maravilhoso, a cerveja. Uma bebida, com várias filtragens e de importante qualidade alimentar que permitia ajudar os monges a passar os difíceis dias de jejum. Com esse néctar a princesa poderia ajudar o seu povo.

Após o encontro Alexander está decidido usar uma das suas maiores criações: o Néctar do Guerreiro. Usando as águas cristalinas do rio Vouga, a cevada e o trigo semeado e cuidado pelos camponeses das margens do Vouga e o lúpulo selvagem que os mercadores traziam de Trás-os-Montes, o monge começou o processo.

No longo caminho de volta pensou que tanta excelência não poderia ser feita só por um! E assim convidou os seus dois confrades, o Monge John e o Monge Luigi, que tinham estado nos Conventos de St. Gallen, na Suíça, e St. Emmeran, na Alemanha, lugares onde a mestria de criar cerveja já era uma realidade.

Assim, após muitos dias e noites de trabalho árduo nasceram as duas cervejas. Era hora de levar as cubas cheias do excelente néctar à princesa para que esta pudesse provar. Ao provar dada uma delas, a princesa descreveu-as:

Esta cerveja cor de âmbar lembra-me das searas de trigo que lhe deram origem. A sua doçura revigora-me o espírito. É fiel às suas origens germânicas, mas é impossível negar a raça lusitana que enche esta cuba.

A outra, em tons escuros, recorda-me do cacau. É tão encorpada, tão intensa. Revigora-me o corpo. Porém, por debaixo da sua intensidade, dos seus sabores torrados, sinto a doçura do chocolate a agraciar-me o palato.

A Princesa Joana, deleitada com as propriedades desta maravilhosa bebida, começou a distribuí-la pelos seus cavaleiros; mal ela sabia que esta se iria tornar a bebida de eleição do povo e da corte. A Coroa Portuguesa agradeceu aos três monges e perguntou se quereriam alguma recompensa, mas estes recusaram. Simplesmente queriam fazer cerveja. Seguiram o seu caminho, continuando a confeccionar o fabuloso néctar que tinha agradado à regente.

Mais de meio milénio depois encontramo-nos na mesma cidade. Os três companheiros Alexandre, João e Luís decidem retomar a tradição e recriam o famoso Néctar que se tinha tornado tão famoso. É através deles que vivem os três monges. É através da Mediaevalis que bebemos e revivemos o Néctar do Guerreiro.
 

[Escrito por Alexandre Carvalheira com colaboração de Ricardo Alves]